quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dopa Horrors


Edição especialissima do já cult Dopamine

Local: Dopamine´s Place
Data - 26/05
with
Dimitry - The Boss
Rob Son - The Other Boss (Ethereal Presence)
Marcão - (Xiita´s Presence)

simplesmente para esquentar o espetacular show do Horrors, ah sim, estarei por lá com toda a gangue reunida!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Guiding Star with The Concept - An Interview

                                       

06, maio de 2012, tipica tarde do outuno paulista, aliás desde a hora que levantei algo me dizia que o dia estava perfeito....profetizava algo que estaria ainda por vir, mas o fato é que, música é sagrado, música é religioso, e quem não encara desta forma, certamente terá uma leitura um tanto quanto distorcida do que acontecerá no texto abaixo, aliás, deixem-me explicar antes de mais nada, aqui quem relata, não é o amigo Renato Malizia, tampouco o parceiro de muitos e muitos projetos, aqui é um cara neutro ok!!! Balela, aqui é o fã Renato Malizia que escreve sim, mas o fã aqui, tem direito adquirido de discutir música com os membros da banda, dizer o que está ou não mais ou menos, e por outro lado, o fã aqui exalta, grita, se expõe e vivencia par e passo a trajetória deste patrimônio do submundo da música "indie" nacional.

Indie o caralho!!!!!!, Bradava eu lá pelo meio do show do The Concept ontém a tarde no Projeto Ponto Pro Rock, aliás, foi mais do que "um ponto pro rock", o Concept mexeu fundo nos presentes, ver uma banda insana, doentia, que entrega a alma a cada canção é algo assustador nos dias de hoje, vide a banalização total do termo "indie", com o Concept o buraco não é mais embaixo, ele literalmente queima e arde em chamas, estas podem vir do inferno ou não, mas o fato é que Robson, Vagner, Henrique e José destroçam almas, expurgam demônios, uma banda de guitarras que aniquila qualquer vinculo indie que possa ser rotulada, o baixo de Vagner e sua presença que confronta até a própria aparelhagem choca e excita, Henrique possuído e abençoado pelos seus mestres da guitarra estilhaça o shoegazer do etereo ao estado bruto prestes a entrar em combustão plena, José não tem a menor dó de seu kit e espanca cada peça que o compõe...fiquei ao menos uns 10 minutos presenciando a cena, coitada da bateria!!!
                                                  

Robson, ou Bob para os intímos, é absurdamente excitante ouvir de minha garota o seguinte "caralho Rê o Bob toca pra caralho hein!!!" é, o Bob toca pra caralho....o fio que conduz a urgência do Concept é Robson Gomes, um guitar hero por excelência, noise, climático, acústico, melodioso, sua garota "a guitarra" é assim, ele a ama e ela o ama, tão loucamente que é quase desesperador o ato insano de não querer agarrar ambos, um caso de amor que a vida uniu eternamente, Bob canta as dores, os amores, os prazeres, a vida relatada de forma sutil e verdadeira.

Eu não queria que aqueles momentos acabassem nunca, mas por fim o show sim o SHOW em letras maiusculas e garrafais acabou e minha alma foi salva novamente por decadas e decadas, e confesso, tal qual anos atrás, esse garoto de 37 anos voltou a ter vontade de ter uma banda novamente.....

O The Concept me salvou....então....God Saves The Concept!!!!
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Amigos, para melhor entendimento desses sentimentos, leiam a vida do The Concept relatada pelos próprios e vejam o porque a música ainda tem salvação!!!

***** Interview with The Concept *****

                                               

Q. Quando vocês começaram muitos que ouvem falar do The Concept mal eram nascidos, contem-nos a história de como tudo começou.
R. O inicio pra mim foi assim: Eu estava começando a tocar guitarra e tinha uma banda com o André Semeone e fariamos nosso primeiro show em uma escola, precisavamos de uma bateria melhor e fomos pedir ao vagner e ele disse assim: tenho uma ideia melhor, vamos montar uma banda... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

V. Em um dia de sol de 1991, chegou no meu humilde trabalho(ajudante em uma empresa de oleos e lubrificantes maquinarios), furtei a parte de cultura do jornal O estado de São Paulo, levei para o refeitorio e antes de trocar de roupas, li uma materia que mudaria a minha vida e desses outros malucos que venho encontrando nesse trajeto de criações e glorias, era a resenha do album Bandwagonesque dos escoceses do Teenage Funclub. Lembro-me das comparações com The Birds, Neil Young e principalmente Big Star e também que elels estavam em turne com o Nirvana, sem pensar ja fui direto do café da manha para o almoço, do Bom Retiro andando bem rapido para a Galeria do Rock, la chegando entrei na Velvet ,a primeira coisa que eu vi foi o album de capa pink e um saco de dinheiro, não lembro quanto eu paguei ,mas pra mim o preço é incalculavel, depois de passar a tarde inteira namorando a capa e o encarte, ao chegar em casa tirar o disco do saquinho, respirar fundo e soltar a agulha...na veia.A microfonia, distorção e melodia...assim nasceu The Concept, a primeira musica do disco.http://www.youtube.com/watch?v=7JYH1pVbqpQ&ob=av2n . Ouvi essa musica dia a pos dia nos 2 anos seguintes onde passou pelos meus neoronios sonhadores, que se um dia eu montasse uma banda ela se chamaria The Concept. 

 H. Pra mim a história começa a uns dez anos, quando eu comecei na cena rock do Itaim e o The Concept sempre foi a minha banda favorita na cena, eu ficava extremamente empolgado e impressionado com os shows, e isso me motivou a continuar tocando. Portanto o Concept foi fundamental na minha formação musical. 

Q. Quais são as influências da banda?
R. V.U., Stooges, Ride, JAMC, Spiritualized

V. Ride, Jesus, velvet, Spiritualized, Teenage Fanclub, MC5, The Stooges, Ramones, Joy Division, My Bloody Valentine, Pin Ups. 

H. JAMC, Ride, Stone Roses, Spiritualized, Velvet e Stooges, Joy Division e tudo que tenha muita guitarra e alma.
                                                 

Q. Qual o sentimento de tocar ao vivo?
R. O sentimento de tocar ao vivo pra mim é uma mistura de amor e furia, é como fazer amor e atirar nos seus inimigos ao mesmo, na verdade é o unico momento da minha vida onde nao se passa absolutamente nada na cabeça, é so uma grande entrega.

V. Eu tenho dois momentos de realização e felicidade nessa vida, um deles é quando divido esses momentos com a minha familia, namorada, amigos, cachorrinhos, o outro momento de existir e de estar, é subir ao palco , plugar tudo, apagar as luzes fechar os olhos e encontrar esses caras em outro sentimento. 

 H. Pra mim tocar ao vivo é um estado de espirito, é algo que transcende qualquer coisa, é uma entrega, pra mim é uma das melhores coisas do mundo, um dos únicos momentos, que absolutamente tudo faz sentido. 

Q. Como é o processo de criação das canções?
R. É um processo meio magico: alguem aparece com a ideia e seguimos juntos... so determinamos as passagens, e alguns arranjos principais, todo o resto é expontaneo e quando isso acontece, logo em seguida o ensaio acaba... é como se ficassemos exauridos pela força da nova musica. Não temos pudor de falar se ficou uma bosta ou se é uma obra de arte e quando acertamos, percebo que todos ficam muito satisfeitos e nos iluminamos um pouco mais.

V. Acontece, sequencias de riffs, acordes, letras, melodias e nasceu "Kicking Against the pricks"...a mais recente, outras vezes o Bob tras uma ideia e ja vamos direto pro refrão. 

H. Geralmente nasce de um riff ou letra de alguém, e ai todos contribuem com seus arranjos e ideias geralmente é tranquilo, e o legal é que primeira vez uqe tocamos a música ela dura uns 20 minutos diretos e só depois agente vai podando, rs.

                                         

Q. Porque o Concept em determinado momento “acabou”?
R. A banda cansou, foram tantos shows, tantos singles, a gravadora volume 1 deixou a gente na mão, foi um momento tenso e as brigas começaram a se tornar inevitaveis ao ponto da banda sucumbir depois de praticamente 14 anos de atividades intensas... eu e o vagner principalmente brigamos feio, de não nos falarmos por 4 anos. Esse periodo de hibernação do Concept pra mim foi importantissimo, pois estavamos disponiveis demais e de repente a banda não existia... algumas pessoas começaram a nos valorizar e por isso hj em dia fazemos poucas apresentações... so as que valem a pena serem feitas, ja antes tocavamos em qualquer pulgueiro que tivesse uma tomada e algumas cervejas

V. O Concept não acabou, explodiu, eu e o Bob nos desentendemos e foi cada um para o seu lado, e o resto foi pelos ares... 

                                                

Q. Qual a motivação no recente retorno, expliquem os motivos?
R. Acho que o vagner ira concordar... pra mim o ponto chave do retorno foi a morte de um dos maiores amigos e fãs do Concept, o Leandro q tambem era meu cunhado e foi devastador... isso reaproximou eu e o vagner.O leandro repetia quase que toda semana pra mim que o The Concept voltaria por sua causa... então pra mim, essencialmente a volta ao concept é uma homenagem a ele e uma ode a vida!!

V. Ja a volta foi rapida e indolor , ja que deviamos isso para uma pessoal muito especial, que desejou o retorno como o ultimo ato de sua vida, sentamos conversamos e apartir da ai foi só voltar aos ensaios, quando aconteceu fou inevitavel, tamanho é o poder de cada canção dessa história.E principalmente pela alegria de estarmos tocando juntos novamente. 

Q. Listem os 5 melhores álbuns de todos os tempos para vocês.
R. Teenage Fanclub - bandwagonesque
Velvet Underground & Nico
The Stone Roses - The Stone Roses
The Stooges - The Stooges
Ride - Going Blank Again
Bonus: JAMC - Barbed wire kisses 

H. Stooges – Raw Power 
Ride - Going Blank Again 
Automatic – JAMC
Velvet Underground & Nico 
The Stone Roses – The Stone Roses

V. The Velvet Underground & Nico, The Stooges, Psychocandy, Unknown Pleasures, Ocean Rain do Echo.

Q. Qual a influência de bandas como o Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come para a banda, vocês são fãs da cena nacional? Quais bandas novas vocês indicariam?
R. Quando montamos o Concept, me lembro de ter ido a um show do Pin Ups com o Vagner em sua formação classica e ao meu ver a unica... Foi um divisor de aguas, sou muito fã de Luis Gustavo e eles estavam otimos nesse show... Vi Second Come uma vez no Jurassico Urbania, assim como killing chainsaw, Low Dream, Sonic Disruptor, what´s up. Atualmente ouço da cena nacional The John Candy, Set The Settings, Drama Beat na atual formação, não posso afirmar que a cena esta fraca, pois não existe cena!! houve uma época que poderia se dizer isso, mas acabou graças ao provincianismo da mesma...

H. As melhores coisas da cena nacional estão no underground. E o underground é questão de garimpo.

V. Em mim particularmente o desejo de tocar em uma banda de rock foi durante uma apresentação do Pin Ups no Cais da Praça Rooselt, eles em cima do palco detonando, cantando em ingles, a galera chamando a Ale de gostosa, e ela xingando em bom portugues, entrou na minha cabeça e abriu a minha mente para fazer rock...ja as outras bandas nós conhecemos ja na estrada e acompanhamos até hoje... 

Q. E em relação as bandas gringas, quais vocês recomendam?
H. Todas as citadas como discos favoritos, tudo do Spaceman 3 , Tudo do Hendrix, Dinisaur Jr., My Bloody Valentine, das mais atuais gosto do Black Keys e do Black Rebel Motorcycle Club

V. Porra ai é foda vou recomendar umas 10, fora as cinco que ja mencionei com os melhores albuns, vamos lá? The Birds, Television, Sengapore Sling, Weending Present, Spiritualized, Shocking Blue, Roxy Music, Skywave, The Black Angels, House of love.
                                            

Q. Quais os planos para o futuro?
R. Unknow Pop, nosso novo disco que esta sendo gravado, The Best of Junkie Years que deve sair pela pisces, fazer bons shows e quem sabe fazer alguns shows fora do Brasil, hj ja uma possibilidade não tao remota e futuramente nosso proprio estudio...

H. O Novo disco Unknow Pop, está pra sair, pretendemos fazer shows legais aqui, e quem sabe fora do país, seria muito legal e hoje em dia há mais possibilidades.

V. Terminar e lançar o novo e uma coletanea, gravar alguns videos e tocar em qualquer parte do mundo que nos ofereça estrutura. 

Q. Algo a mais que vocês gostariam de dizer...
R. Nunca fomos bonzinhos!! 

H. Nunca fomos bonzinhos²!!!!

V. Quero dizer que estamos vivendo e participando de um grande momento para o rock independente, quero aqui agradecer a voce Renato Malizia ao seu trabalho maravilhoso de MOSTRAR as mais infinitas bandas , agradecer ao pessoal do Ponto pro Rock e Espaço Walden por acreditarem e pela imensa contribuição pela "cena" rock e dizer que ela esta aqui e só depende de união e profissionalismo, trabalho serio e qualidade para nos realizar como musicos e artistas, conto com voces, Plazma, Polite, Blemish, Elevadores, The John Candy, Loomer, Modulares, André Girard, Magic Crayon, The Cleners, Twinepines, Drama Beat, Hierofante Purpura, Piecies, Set the Setting e todos que estão de cabeça erguida nesse barco Shoegazer.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Whatever´s Cool With Me with Looking For Jenny


Looking for Jenny é velho conhecido do TBTCI vide o primeiro ep totalmente retratado aqui, e desde então  Thiago e sua gangue freak tem estilhaçado os timpanos das vitimas durantes os shows da Looking for Jenny, e para minha, sua, nossa felicidade a banda volta a atacar mais extenuante do que Random Walk o novissimo EP Monkey Rudiment já chega com ares 90´s e clássicos, musica feita por quem é fã de música para fãs de música, e veja só não é pouca coisa. O aparentemente desconhecimento por parte do meio musical é mera coincidência mesmo porque Thiago e toda a Looking for Jenny estão interessados na esbórnia sonora, no esporro das guitarras e naquele jeitão lo-fi que faz a alegria do TBTCI.

E como de praxe, o TBTCI pediu a Thiago fazer um track by track especial para gente, agora é so deliciar-se com as histórias por vezes nonsense por vezes mais normal do que se imagina, então é isso aí Looking for Jenny pelo mentor do negócio todo.

Monkey Rudiments - Track by Track por Thiago Werlang

What You Said
O parto do primeiro EP, Random Walk, foi rápido e indolor. As músicas foram feitas em poucas semanas e as gravações levaram apenas alguns dias. Com o novo EP ocorreu o oposto. Demoramos para chegar nas versões finais e principalmente conseguir grava-las do jeito que queríamos. As influências sonoras continuam as mesmas e não há grandes mudanças com relação ao disco anterior, embora as músicas estejam melhor trabalhadas.

"What You Said" foi escolhida para abrir o disco pois ela representa bem a sonoridade do EP e o lento processo de gravação. Sempre que escutava a música eu queria mudar uma coisa ou outra, aumentar as guitarras, regravar a voz. Como consequência disso, a versão do EP está um pouco diferente daquela lançada como single em Dezembro. 

 Peaceful Sleep
A primeira música feita após o Random Walk, mas a última música a ser gravada. A primeira versão da bateria foi gravada em um estúdio, mas nós não ficamos animados com o resultado. Na ocasião o dono do estúdio encanou com uma "virada de bateria" pois, segundo ele, estava fora da "convenção do rudimento". Uma tecnicalidade desconhecida por nós. Porém, gostamos da "virada", tanto que ela permaneceu intacta na gravação caseira da bateria. Perdemos uma grana ao descartar a bateria, mas pelo menos ganhamos um belo nome para o EP: "Monkey Rudiments". As guitarras dessa música marcam a minha tímida incursão no uso de acordes com alavanca. Pretendo aprimorar a minha técnica rasteira com o passar do tempo.

New Building
Eu moro em São Carlos-SP mas passo uma boa parte do ano em Cuiabá-MT. Assim como aconteceu com "Squeezed Light" (do primeiro EP), comecei a compor a "New Building" em Cuiabá, influenciado pelo Built to Spill. Sempre gostei da levada de bateria de "Israel's Song" e dos riffs de guitarra de "Distopian Dream Girl". Eu gostaria de fazer uma música com essa pegada. Se consegui, não sei. O que posso dizer é que essa é a melhor linha de bateria do EP. 

A letra foi escrita em Outubro, como resultado de uma experiência mal sucedida. Um médico havia receitado um remédio para controlar a ansiedade e, segundo ele, eu precisaria tomar apenas metade da dosagem mínima. Seria algo tranquilo, sem nenhum efeito colateral. Tomei o primeiro comprimido e fui dormir. Acordei com uma taquicardia safada e uma puta dor no estômago. Meu braço direito tava gelado, eu respirava com dificuldade, achei que fosse ter um ataque cardíaco...hehehe. No dia seguinte escrevi a letra ao som de "Sister" do Sonic Youth e do tema de abertura da novela "Tieta", cantada exaustivamente pelo meu vizinho. 

Car Crash / Just Like You
Com relação as letras das músicas, existe um tema comum a todas elas: a ansiedade. "Car crash" e "Just like You" foram baseadas em uma reportagem sobre o assunto. Nela, uma mulher narra a experiência de ter se livrado da ansiedade após sofrer um acidente de carro (que a deixou paraplégica). "Car Crash" esteve presente no nosso primeiro show mas a versão final está diferente. "Just like You" ainda é uma incógnita para mim. Gosto da melodia, das guitarras, mas vou precisar de alguns meses para ter uma opinião melhor sobre ela. 

Is it a Photon in my Hair?
Essa música é inspirada numa história interessante. Uma colega de doutorado (em Física) me contou sobre o dia em que foi ao cabeleireiro e teve seu cabelo submetido a um feixe de luz. Ela questionou o cabeleireiro sobre o procedimento e ele disse que estava usando fótons (partículas da luz) para melhorar a condição do cabelo. Bem, isso gerou uma conversa sobre diversos tratamentos bizarros baseados na Física Quântica como, por exemplo, a "Cura Quântica". Depois dessa conversa comecei a escrever uma música sobre o assunto e assim surgiu "Is it a Photon in my Hair?". Quanto a sonoridade, a única exigência era deixar a música rápida. Além disso, o final da música é uma referência as gravações do primeiro EP, pois usei apenas meu velho microfone de computador para registar tudo.

Looking For Jenny

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Freak Scene with New Speedway - An Interview

                                  

Tom Lugo do queridíssimo e predileto Stellarscope me introduziu a esta cacetada nos tímpanos que atende pela alcunha de New Speedway, Rocco o insano mentor dessa catarse musical concedeu uma entrevista bem elucidativa a respeito do que é o New Speeway e note bem fuzzy guitars, distortions fortíssimos e uma bateria altamente marcada não há tempo para baladas, aqui o buraco literalmente vai bem mais abaixo do que o usual, o novissimo album Supercrushesdiehard pode ser escutado na integra no http://soundcloud.com/new-speedway/sets/new-speedway, as guitarras comandam a festa e são guitarras e mais guitarras, coisa que o TBTCI mais veja, o senso melódico esta presente do inicio ao fim.


O indie rock da nova geração pode ser contemplado exatamente com New Speedway, doses cavalares de Dinosaur Jr., Sonic Youth e Pixies estão espalhadas pelo album, e note se você acha Yuck do caralho aposto que o New Speedway vai tomar facilmente um lugar cativo nas suas audições.



Liguem o soundcloud e aproveitem a entrevista.


***** Interview with New Speedway *****


                                                    

Q. When did New Speedway starts, tell us about the history...
A: new speedway began in 2010 when my old band broke up. My old band was very retro 60s psychedelic. I wanted to do something different. Something more intense. So I started new speedway.


Q: Who are your influences?

A: Um...probably stuff like Sonic youth, Dinosaur, Black Flag, The Pixies, Spacemen 3, Red House painters, John Coltrane, Albert Ayler, Captain Beefheart, Cecil Taylor, Nels Cline. Stuff like that.

Q. Made a list of 5 albuns of all time…
A: I don't know that I could do that.

Q. How do you fell playing alive?
A: I'm not really that big of a fan of playing live. There are times when it feels like its the right thing to do. But shows and tours can be so exhausting and shitty. So I don't really know what to say about it. It's not something I do that much. I am putting together a new line up for new speedway, right now. We'll be playing live throughout 2012

Q. How do you describe New Speedway sounds?
A: I guess it's just punk rock. Noise with fuzzy guitars, heavy drums, and melodies. I just call it punk rock.

Q: Tell us about the process of recording the new album?
A:I don't know which one you're talking about. I have a bunch of
Stuff getting released this year. the newest album is gonna be called "supercrushesdiehard". I recorded it by myself after I decided to let go of the members of the band. It's heavy. It's not an etherial thing like the first record. It's really raw and dry and brutal. The songs are Intensely personal. It took a lot out of me to make this album.

Q. What´s represents the shoegazer classic era to the band?
A: I dont know. I don't really think about shoegazer. I like bands like my bloody valentine and ride. But I really don't care about the name "shoegaze" or any kind of scene surrounding it.

                     

Q. Which new bands do you recommended?
A: Psychic Teens, Music For Headphones, Last remaining pinnacle, Kurt Vile, Sun Kil Moon, War on drugs. That's really all I can think of right now. I don't really listen to a lot of new stuff.


Q: Which bands you love to made a cover version?

A: I'd like to do an album of all Mark Kozelek covers. Or maybe a band like "suicide" or "silver apples".

Q: What´s the plans for future....
A: Gonna release the new record soon, then shows and tour throughout 2012. Probably be back in the studio sometime in early 2013.

Q: Any parting words?
A: Um...thanks a lot for thinking of me for your interview. Hopefully we'll do this again soon.
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Thanks Rocco

http://newspeedway.bandcamp.com/
http://soundcloud.com/new-speedway/sets/new-speedway

Blue Thunder with Tabernacle



Momentos de introspecção no TBTCI concebidos por Cicero J., veja na integra a experiência de meu irmão com o cândido e contemplativo Tabernacle.


Tabernacle - Three by Cicero J.

Que a musica é um universo prolífico não é nenhuma novidade, falo isso pela quantidade de materiais que recebemos e com a correria diária, acabamos deixando para algum momento oportuno, foi o que aconteceu com a banda aqui em questão.

Depois de um fim de semana intenso, quando digo intenso, é porque não encontro adjetivo melhor, explico. Sexta estréia da Blue Room no Espaço Cultural Walden dos queridos Cesar e Mariana e mandando pedradas musicais meus comparsas Renato/Dimitry/Robson...imaginem um garotão de 41 primaveras ( isso mesmo um autêntico Opalão 4.1 -  6 cilindros ahahahahahaha) se descabelando na dance floor ao som de Sister Ray dos deuses VU? Momento mágico onde vários sentimentos, do mais puro ao mais devasso emergiram na dance floor. Isso apenas na Sexta-feira .

No Sábado rolou o debut  do Leboswki, uma casa super cool dos também queridos Aroldo e Dina do já tradicional Café Elétrico e mais uma vez o garotão que vos escreve se descabelou na dance floor

Domingo chuvoso e frio e eu ainda sentindo os ecos dos dias anteriores, resolvi dar uma olhada nos materiais recebidos citados acima e optei por ouvir Tabernacle, não há muita informação sobre eles, mas qual minha surpresa ao ouvir seu novo ep Three, veio realmente a calhar,  Andrew Simmons é o sacerdote das melodias por trás desse ep com 3 canções maravilhosas, influencia direta de Nick Drake, Neil Young e claro VU....canções apropriadas para meu dia chuvoso e de recuperação, meus caros o TBTCI nesse momento desliga temporariamente seus amps valvulados, reverbs, delays, distorções e afins e convida-os a adentrar no Tabernáculo das belas canções proporcionadas por Andrew Simmons e seu Tabernacle.

http://tabernacle.bandcamp.com/album/three

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Brian Jonestown Massacre at Dopamine


Data - 28/04
Local - Dopamine´s Place

with:

Dimitry Uziel - The Boss
Rob Son - The Other Boss

Simplesmente é o Dopamine, falta dizer mais alguma coisa???

segunda-feira, 16 de abril de 2012

White Rabbit with Dead Rabbits - An Interview

Psicodelismo em estado bruto, caótica, insano, doentio, perigoso, sexy, doses cavalares de fuzz, distortions e chega né!!??! Chega nada, para os Dead Rabbits o perigo deve ser constante, vide o estrago feito nos dois eps Self Destruct e I Love You, amor e destruição caminham lado a lado, como bons seguidores de Spacemen 3 e Brian Jonestown Massacre a máxima não poderia ser diferente.

Diretamente da Flower Power Records, os Dead Rabbits são um convite a druggy trip sounds, além da autodestruição eminente, os Rabbits pegam a o garage blues do Chocolate Watch Band e colocam no caldeirão colorido e o cataclismo esta prestes a borbulhar, mas veja bolhas coloridas que ao estourarem em nossas mentes fica a sensação clara que não mais a sobriedade possa nos consumir.

Entorpeça-se e deixa os Dead Rabbits fazerem o restante, mas antes tente adentrar aos mundo dessas freaks através da psicodelica entrevista concedida ao TBTCI, have a good trip.

***** Interview with Tom Hayes of Dead Rabbits *****


Q. When did Dead Rabbits start, tell us about the history...
A. We’d been playing together for a while, we had a lot of material recorded and ready to play live. Around a year ago we got our current line-up together and started playing under the name Dead Rabbits.

Q: Who are your influences?
A. Chocolate Watchband, Link Wray, Joy Division, The Beatles, Jesus & Mary Chain, Son House, Death In Vegas, Velvet Underground, Primal Scream, My Bloody Valentine, Brian Jonestown Massacre, Stooges, John Lee Hooker, Muddy Waters, Spaceman 3, The Doors, 13th Floor Elevators.... etc

Q. Made a list of 5 albums of all time----
A. The Chocolate Watchband – The Inner Mystique
- Spiritualized – Ladies & Gentlemen We Are Floating In Space
- Brian Jonestown Massacre – Who Killed Sgt. Pepper
- The Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico
- Primal Scream - Screamadelica

Q. How do you feel playing live?
A. Playing live is something we really enjoy doing, live shows give people a chance to really appreciate what we’re doing. You can feed off an audience, if the crowd are getting into it, you can feel it, everything is enhanced

Q. How do you describe Dead Rabbits sounds?
A. People have described us as a lot of different things, we try not to pigeon hole ourselves. We never set out to make a song sound like something else, we just work on whatever we think sounds good. Between us, we’re all into a lot of different music, I think you can tell that when you listen to us. If we had to be pigeon holed we’d probably go with shoegaze or space rock, its whatever you want it to be.

Q: Tell us about the process of recording the sounds?
A. We’ve got no set way of doing things. Our style of recording changes almost every time we record; how do you know what’s good unless you’ve tried everything. When it comes to writing songs we use recording a lot. If someone comes up with something they like, we’ll record it and from there we can listen back and see what we can do. We’ll always try a lot of different things and keep going with whatever works.


Q. Which new bands do you recommended?
A. Obviously Black Market Karma, being on F.P.R with them is great. We’ve been fortunate to see them a few times recently and they’ve been amazing. It’s been good to see them gradually progress, their getting better all the time. As well as B.M.K there’s loads of other new music I’ve like to mention but I’d be here forever, apologises.

Q: Which bands you love to made a cover version?
A. Well, we’ve already recorded a few covers (Elvis Presley – Love Me Tender, Death In Vegas – Girls, The Doors – My Wild Love), recording covers is something we really enjoy doing, but it’s also something we try to avoid doing too much. It doesn’t always feel quite right playing someone else’s music, the covers we’ve done before only came about naturally, there was never any real intention to go and record any covers.

Q: What´s the plans for future....
A. Keep making music, keep playing live, keep recording. Essentially we’re a work in progress, we’re on a journey somewhere, I don’t know where but we’ll all know when we’re there, you’ll know when we’re there.

Q: Any parting words?
A. Listen to our music, come see us live. We’ve almost finished our acoustic EP ‘No Rights’, that will be released very soon. As well as that we’ve recorded five tracks for our 12” split with The KVB, we’re looking forward to getting that released as well. Thanks to everyone who’s been listening to our music, thanks to everyone that’s been to our shows, keep on listening and tell the world what you heard.

Chasing a Bee with Mequetrefe


A Espanha tem virado já há algum tempo um cenario altamente criativo para o shoegazing e psych bandas, vide o espetacular Lions Constelation ou o etereo Blacanova dentre inumeros outros.

Pela segunda vez no TBTCI o Mequetrefe, banda mais para o psicodelismo freak do inicio de carreria do Mercury Rev e para as doidices iniciais do Flaming Lips, os espanhóis estão prestes a lançar o segundo album, e para deixar todos mais excitados com o release, jogam na cara do mercado este Kill All The Indies, nome perfeito diga-se de passagem e decifrar a furia do single ficou a cargo do comparsa Cicero J., sem mais delongas, vai lá Cição....

Mequetrefe - Kill All the Indies
by Cicero J.

Santiago de Compostela,creio que muitos já ouviram falar dessa cidade mística espanhola, afinal foi lá que nosso MEQUETREFE Paulo Coelho diz ter feio o tal caminho de Santiago e enchido o rabo de dinheiro com sua pseudo literatura, não caro leitor, não trata-se de uma resenha sobre literatura

A introdução foi apenas para ilustrar a
cidade que vem a banda em questão, Mequetrefe direto de Santiago de Compostela, tenho certeza que os caminhos traçados por Marvin/Gerardo/Campini/Santi e Xan foram os mesmos caminhos de um Flaming Lips, Mercury Rev dos bons tempos, prova disso está no seu novo esporro sonoro que atende pelo sugestivo titulo de Kill All The Indies, 10 minutos de psicodelia, feedbacks e até dub, ou seja não dá para não ouvir com atenção e sacar que não precisamos de estruturas monumentais e está no centro da ‘’cena musical’’para fazer musica de qualidade, agora e esperar seu 2° álbum e torcer que até lá os versos de Xan sejam atendidos, afinal quando o assunto é misticismo, eles vieram do local exato.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Prova (2012) - Escola de Cinema



O TBTCI tem o imenso prazer de compartilhar um trabalho insano, doentio e absolutamente grandioso do pessoal da Escola de Cinema Reticom, sugiro a todos que vejam o talento dessa galera, e fico mais orgulhoso ainda por ter um grande amigo no meio de toda esse pessoal, trata-se do amavel Hilen Jr.

Uma palavrinha descreve a obra - SOBERBA!!!

https://www.facebook.com/escoladecinema

quarta-feira, 11 de abril de 2012

The Day That Malizia & Blue Meets Dopamine


A vida é feita de histórias e contos, e este é um conto recente e verdadeiro, vejam só:

24 de setembro de 2011, Blue e seu afilhado Renato Malizia que após o magnifico e inesquecível show de 20 anos em comemoração ao atemporal Screamadelica do grandioso Primal Scream em comunhão total pois lá estavam todos os amigos presentes um verdadeiro encontro orgiástico pela musica se dirigiram ao já cult Dopamine, mas sabia este que vos escreve que o lugar era muito mais distante do que sua imaginação o fazia crer, no dial Happy Mondays em alto e bom som, e todos presentes em estado de ecstasy puro e real após o evento, mas a noite esta iniciando apenas, Renato Malizia e Blue estariam em momentos frente a frente com Robson Gomes e Dimitry Uziel ou melhor Dopamaniacs e o amor foi a primeira vista, estes quatro tornaram-se quase que uma seita fechado e decidida a fazer daquele espetaculo de underground e sentimentos mais puros como o amor verdadeiro a musica, dai meus caros foi questão de meses, Blue e Renato viraram assiduos frequentadores e divulgadores do Dopamine, o prazer de fazer as paredes suarem e os amigos curvarem-se ao ouvir boa musica foi a maxima que nossas mentes perpetuaram, e tão logo aconteceu, que hoje a união desse quatro Dopamaniacs fundiram-se e geraram um produto poderoso e conceitual o já cult antes de nascer BLUE ROOM.

Para quando dia 20/04 chegar, preparem seus sentimentos mais secretos e expurguem-os na BLUE ROOM, como o jargão diz That´s The Color Of MY Room....

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Psychotic Reaction with Black Market Karma - An Interview


Psych!!!!!!!Ou seja, o termo já expurga quase que na integra todos os leitores dos quais o TBTCI não tem o menor interesse em abordar, porque simplesmente esta casa é para iniciados e feitos por iniciados, nada pessoal, mas sabe como é, vamos manter o ambiente seleto.

Desde que tomei conhecimento desde combo formado por Stan Belton, Mike Sutton, Sam Thompon Garido, Mat Salerno, Louisa Pili e Tom Parker foi amor a primeira distorção. Esses ingleses que atendem pela alcunha de Black Market Karma bebem na fonte da garageira psicodelica e estridente dos 60´s, veem Anton Newcombe como um icone, geram muralhas sonoras de fazer Kember&Pierce sorrirem, e ecoam brandamente pelos delays dos shoegazers, e a formula esta feita. Psych da melhor qualidade, viagens sonoras abrasivas e extenuantes é o que o BMK tem a nos ofertar, e note bem, a oferta é gratuita vide o link abaixo contendo seu ultimo EP All I´ve Made e o colossal e grandioso debut Comatose de 2011, daqueles que infelizmente passaram desapercebidos até pelo TBTCI e que certamente poderiam muito bem constar como um dos grandiosos de 2011. Comatose corrói o wall of sound e destroça os timpanos em seus quase 60 minutos de psicodelismo pleno.

A Flower Power Records gentilmente contactou o TBTCI e nos concedeu uma entrevista diretamente com a banda e sem firulas como a sonoridade agressiva do Black Market Karma a entrevista fluiu ácida e desnorteante, Srs. Black Market Karma em primeira mão.

PS: notem a recomendação do BMK, preparem-se porque já já tem Dead Rabbits com entrevista doentia...

***** Interview with Black Market Karma *****


Q. When did BMK starts, tell us about the history...
1.) I've been playing with people since a very young age, starting with first picking up the guitar back in school. We had a lot of trial and error with line-up changes and ideas and it's only recently that the band became Black Market Karma. So I would say we've been playing for just over 2 years now.

Q: Who are your influences?
2.) We have a big list of influences and it's always expanding. If you go on our website there's a list of some of them though, too many to put here. We're not afraid to let people see that either. It's pretty self serving to try and hide the music that has affected your writing.

Q. Made a list of 5 albuns of all time…
3.) 5 albums? That's too hard man! I guess Loveless would be in there and most of the Brian Jonestown Massacre records. There's tons of stuff though. Couldn't cram it into 5.

Q. How do you fell playing alive?
4.) When everything right it's the best feeling ever. Being on stage has this intangible quality to it. Something you can't really explain but it makes you feel invincible.

Q. How do you describe BMK sounds?
5.) Our music is comprised of thick open guitar sounds and gliding melodies poured over laid back beats and peppered with hypnotic vocals and fuzzed out bass.

Q: Tell us about the process of recording the new EP?
6.) All That I've Made and Comatose were both recorded the same way at the same time. We just decided to split the tracks up onto different things as we didn't want to scrap any of them. We record everything ourselves in a home studio and I mix the tracks using Pro Tools. We've recently posted some videos of us recording new songs for our second record. Go onto youtube and you'll be able to look them up.

Q. Which new bands do you recommended?
7.) Listen to Dead Rabbits. The band from Southampton not the other ones.

Q: Which bands you love to made a cover version?
8.) We don't do covers. If listening to a tune inspires you to want to cover it then it's probably good enough as it is and should be left alone. Sometimes it's different though. I think you should only cover a song if you really know you can bring something else to it.

Q: What´s the plans for future....
9.) We're looking forward to getting around this year. Playing some festivals over the summer in UK, France and Italy. Thinking of heading to Germany at some point too. We've also just finished recording our second record so we'll be looking to release that soon.

Q: Any parting words?
10.) Thanks to those that have read this. If you haven't heard us before go to www.flowerpowerrecords.com to download our E.P. and Debut Album completely free.
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Thanks Flower Power Records & thanks BMK

http://www.blackmarketkarma.com/
http://www.flowerpowerrecords.com/Black-Market-Karma(2302924).htm

sexta-feira, 30 de março de 2012

Candle Burning by Kate Martin - An Interview

Não só de xiitismo vive o TBTCI, Kate Martin é a prova viva que existe musica de qualidade e bem feita acima do submundo da musica, é claro que Kate não mudara a vida de ninguém, por outro lado o easy listening que acontece com seu novissimo Hand Me My Bow And Arrow chega a ser tranquilizante, historias sobre namorados descartados, trabalhos perdidos ou como ela e sua familia escaparam de um ciclone esta contido totalmente dentro de seu album, um auto relato que olhando bem para a maravilhosa e linda Kate chega a ser comovente.

Musica lasciva e dançante, foi o que meu carissimo amigo Fernando do grande Floga-se falou sobre a musica de Kate e eu endosso.

Mas confesso que fiquei muito afim de saber mais dessa australiana, e como o TBTCI é cara de pau, lá fui atrás dela e a moça consentiu uma entrevista ao xiita aqui que vos escreve, oras, deliciem-se com a musica gostosa da linda Kate Martin.

***** Interview with Kate Martin *****


Q. When did everything starts for Kate Martin, tell us about the history...
A. I started writing when I was 16, met my manager when I was 17, recorded and toured my first album when I was 18, now I'm 20 and about to release my second.

Q: Who are your influences?
A. I have so many. I'm especially intrigued by female artists such as Lesley Feist, Chan Marshal (Cat Power), Olivia Merilahti (The Do) and of course the legendary June Carter, that woman has class.

Q. Make a list of 5 albums of all time…
A. Sally Seltmann - Heart That's Pounding
Sparkle Horse - It's A Wonderful Life
Feist - The Reminder
Beach House - Teen Dream
Anathallo - Floating World

Q. How do you feel playing alive?
A. I guess it depends on a lot of different variables, like the atmosphere, crowd, sound quality. But holistically nothing in the world gives me greater satisfaction!

Q. How do you describe your sounds?
A. When making 'Hand Me My Bow And Arrow' I had a vision of a record that displayed as much diversity in it's dynamics, emotion, song structure and lyrical content as possible. I wanted the listener to be able to find at least one element in each song that resonates deeply within them, I hope people find my music a personal experience, something tangible. Is Tangible a genre description?


Q: Tell us about the process of recording , Hand Me My Bow And Arrow?
A. It was an on and off process that stretched over 18 months. We had some of my close and very talented friends come into the studio to sing. Lots of early starts and late nights, but the whole experience was a real journey thanks to my producer Michael Carpenter.

Q: Which bands do you love to make a cover version?
A. At the moment, anything by Simon and Garfunkel, true poets, so many artists these days have elements of Simon and Garfunkel's music in their own material.

Q: What´s the plan for future....
A. Short term, releasing the album on the 23rd of march, then tour kicks off late april and goes all through may, then a mid year migration to Melbourne!
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Thanks Taija & Kate

Victorialand with Daniel Land & The Modern Painters


Aqui no TBTCI algumas bandas são sócias, uma delas é Daniel Land & The Modern Painters, veja o porque, aqui, aqui e aqui ou seja, Daniel Land é predileto da casa e ponto final.

E meu querido Cicero disserta abaixo sobre o novíssimo single do novo mestre do dreampop.


Daniel Land & The Modern Painters - Eyes Wide
por Cicero J.

MANCHESTER, para apreciadores dos bons sons essa cidade está envolta de encantos, lendas e inumeras bandas que fizeram a diferença no cenário musical, desnecessário cita-las e é da mesma Manchester cinzenta que vem o Daniel.

Lembro-me quando ouvi seu 1º album de 2010 "Love Songs For Chemical Generation", fiquei impressionado com a qualidade musical dos literalmente garotos, dreampop dos céus, total climão 4AD, faixas como CODEINE e RUN SILENT RUN DEEP são verdadeiras odes aos deuses etéreos. Prestes a lançar seu novo álbum previsto para abril próximo "THE SPACE BETWEENS US", Daniel nos dá uma prévia do que vem por ai com 2 pérolas musicais que nos remetem a momentos de calmaria sonora, de preferência largado num sofá acompanhado de um cigarro e uma breja ou de alguém especial , EYES WIDE SHUT é de uma leveza impar guitarras cristalinas e o vocal diferenciado de Daniel e na sequência temos a também divina SLEEPING WITH THE PAST, começo característico,l eveza dos céus transformadas em notas musicais que lá pela metade da canção ganha um certo peso com guitarras sujas que não tira a beleza da canção, muito pelo contrário, soma mais melodia e com isso exigi-se mais um cigarro e outra breja e tudo isso com o selo de qualidade incontestável CLUB AC30, quer mais? Com vocês Daniel Land & The Modern Painters.

http://soundcloud.com/charmfactory/daniel-land-the-modern-7

sexta-feira, 23 de março de 2012

When You Sleep with Starfire Connective Sound


Não é novidade aqui no TBTCI que o Starfire Connective Sound é prediletissimo da casa. Agora então com o novíssimo single Where Go The Boats o negocio tomou proporções grandiosas, se o inicio era algo mais caseiro e individualista, Al Schenkel agora leva o Starfire Connective Sound a outro patamar, algo soberbo e grandioso envolve a faixa titulo Where Go The Boats, com a presença nos vocais dos amigos do This Lonely Crowd e produção das mentes do Sobre a Maquina, Cadu Tenório e Emygdio Costa, o SCS beira a perfeição, em uma desaceleração do Loveless indo diretamente ao moderno shoegazer feito atualmente, a canção atinge patamares de preciosidade plena do shoegazer.

O lado b é kraut shoegazer moderno nos moldes de um Oscillation ou Eat Light Become Lights mas com toques de Spectrum, é notorio que o single merece e deve ser lançado ao menos em formato 7", chega a ser uma heresia algo tão precioso com uma arte tão deslumbrante (a cargo de Anny Garcia) ficar apenas nos meios digitais.

O ponto é que o Starfire Connective Sound mostra que a magia e o mistério estão novamente inseridos na musica atualmente, e com um bom gosto absurdamente acima da média. Facilmente um dos pontos altos deste 2012 que apenas esta no inicio.

Deus salve Al Schenkel!!!

Dark Side of Dopamine


Data - 24/03/2012
Local - Dopamine´s Place

Comemorando a 40ª Dopas Party

with:
Dimitry (The Boss)
Rob Son (The Other Boss)

Motivos especiais para não perder; Especial Hits x Bsides, na platéia, os Xiitas, Blue (The Ethereal Presence) tem como não ir?!?!? Obvio que não...