domingo, 19 de abril de 2009

Another Kind of Noise by Thrushes


Um verdadeiro liquidificador sonoro tomado por pedais e mais pedais, cortesia da Death by Audio do ilustre Oliver Ackermman, querido patrono do Skywave/A Place to Bury Strangers, faz o ambiente do som dos americanos do Thrushes, devotos do Phil Spector e da teoria do Wall of Sound, dai logicamente a conexão direta com os mestres J&MC, mas inclua-se a receita do Thrushes um ambiente mais soturno com vocalizações femininas com remetem oras a Dead Can Dance mixado com todo o noise de um Sonic Youth, o Thrushes em seu primeiro album Sun Come Undone faz um apanhado dos 20 anos dos mais variados barulhos e ambientações despontando com um belissimo album extremamente sexy (agradeçam a vocalista Anna Conner), recomendado as mais variadas vertentes de noisers.

Thrushes - Sun Come Undone - http://www.mediafire.com/?4t1wniwuy4m

sábado, 18 de abril de 2009

As Bodas de Prata de Fellini


Notica das mais festejadas e boas do ano, nada mais nada menos do que o grandioso Fellini, patrimônio do pós punk brasileiro, para nossa felicidade fara shows em julho comemorando a especialissima data de Bodas de Prata de sua existência, tudo isso com formação original, aproveitando a vinda de Thomas Pappon a terra brasilis, duas datas já confirmadas, uma em Curitiba e outra em São Paulo, mais precisamente no Studio SP, dia 22 de julho, uma quarta feira, que certamente tende a ser memoravel!!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

In The Presence of Loveless

É indiscutivel o quanto é fundamental a obra prima do MBV chamada Loveless, não dá para resumir a quantidade de músicos que se inspiraram ou se inspiram na sonoridade, nas tecnicas, enfim a tematica do album fez dentre muitas coisas, quebrar a Creation, fazer com que o MBV entrasse em colapso onde a banda hibernou até bem pouco tempo atrás, enfim um album essencial para a musica contemporanea.

E é exatamente deste album que tive a vontade de umas semanas atrás, analisar por puro prazer quais seriam as 5 obras mais influenciadas por ele, e na minha opinião a conclusão esta ai abaixo, sem me preocupar se este ou aquele é o melhor, mas sim, somente pelo prazer de falar a respeito.

Medicine - Shot Forth Self Living

A resposta Americana ao Loveless, alias ao shoegazer britanico classic era, assim foi definido o Medicine, que concebeu ao mundo este clássico absoluto, um álbum que traz toda a temática Loveless, mas com um quê de americanização no som, cortesia do dono da banda Brad Laner, o vai e vem das guitarras sobrespostas é a temática do álbum que certamente figura nos melhores álbuns dos anos 90, infelizmente a banda não obteve o devido mérito em sua época.

Lovesliescrushing – Bloweyelashwish

Scott Cortez é um gênio, isto já bastaria para incluir o debut do Lovesliescrushing nesta lista, uma verdadeira parede de ruídos e candura, a desconstrução da canção é a fonte de inspiração de Cortez, um álbum mágico e misterioso com um ar meio dark só que com um colorido de explosões de águas marinhas, tudo meio psicótico, até a minha resenha para falar a verdade, e olha que não tomei nada, absolutamente nada, é que a simples audição das obras de Cortez trazem sensações desencontradas, depois de Peter Kember e Kevin Shields certamente Cortez pode e deve ser considerado um mestre na arte das muralhas do wall of sound, vale ressaltar que além do Lovesliescrushing toda a obra do Astrobrite com Cortez a frente, são de longe as mais acidas da era pós Loveless, fundamental e somente para iniciados.

Rollerskate Skinny – Horsedrawn Wishes

Em 97/98 quando ouvi este album pela primeira vez me apaixonei de tal forma por esta banda e só depois de um tempinho fui descobrir que tratava-se da banda do irmão do Kevin Shields, Jimmy Shieds, e que não participa deste que é talvez o mais subestimado álbum dos 90´s, o que certamente já em 2009 esta devidamente revisto, porque a sonoridade de Horsedrawn Wishes estava uns 5 anos a frente de seu tempo, resumidamente o álbum seria “uma orquestra de guitarras” não tão diferente dos demais álbuns desta lista só que com exceção do Medicine que segue uma outra ordem, a temática de loops, sintetizadores esta toda aqui, mas o foco para a criação de canções com estruturas mais pop destoa de todos os demais com uma elegância acima da média, uma mistura acidental de Beatles com MBV, clássico absoluto.

Glifted - Under And In

Duo americano que tem na cabeceira de seus criadores a obra prima do MBV, mas que ao contrário do Fleeting Joys não fica tão refém do fantasma de Shields, aqui a presença dele é notadamente na inspiração do conjunto da obra, nos loops, nas camadas sobrepostas de guitarras são a origem perfeita a viagem acida do Glifted, o único abum da banda que é extremamente obscuro e como reza a história da música, tão fenomenal ao mesmo tempo, talvez uma das obras pós Loveless mais impressionantes, a abertura Is There Any Always já diz ao que os caras vieram, riffs, riffs, riffs, distorções, distorções e mais distorções somados aos loops misturados aos vocais soterradíssimos e aos sintetizadores dão um ar cacofonico e caustrofobico a esta obra prima de explosão sonora.


Fleeting Joys - Despondent Transponder

Outro duo Americano, que ouviu tanto mas tanto o Loveless que fizeram uma sequência do álbum, é impossível ouvir a estréia dos caras, Despondent Transponder e não identificar de cara When You´re Sleep, Only Said, Loomer dentre outras, desde a abertura com The Break up até o ultimo acorde de Patron Saint a imagem de Kevin Shields esta tão presente mas tão presente que dá certamente imaginar ele tocando com a banda, apesar da extrema semelhança temos momentos com uma cara menos MBV e mais Fleeting Joys tipo Lovely Crawn que tem uma pegada mais Swervedriver sem deixar os ares de Loveless de lado, um belo álbum que de todos é o que mais chupou o original, com uma característica fundamental, loveless in slow motion.


Ah sim, menções honrosas para os dois abaixo que não entraram na lista por 1 acorde de microfonia...

Pia Fraus - Nature Heart Software
Heavïness – Heavïness

Taí os albuns:







































domingo, 12 de abril de 2009

Pós Punk is Back - Smack 3


Noticia de ultima hora novamente, sexta feira dia 17/04, lançamento do 3º album do patrimônio do pos punk brazuca Smack, dá uma sacana na galera ai cima, Pamps, Sandra Coutinho, Edgar Scandurra....diretamente do Mosh para 2009....imperdivel!!!!

sábado, 11 de abril de 2009

No Wave = No Age


Interrompemos a programação para noticia barulhenta de ultima hora, podemos ter nossos timpamos extremamente agredidos em junho, cortesia do duo de avant-noisers,art-punkers,no-wavers,noisegazers de Los Angeles No Age....quem viver vera....

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fjord Rowboat


A banda Fjord Rowboat, o album, Saved The Compliments For Morning: já na primeiras músicas me vem a cabeça um baluarte do classic shoegazer chamado Catherine Wheel, sim basicamente as bandas atuais tem as raizes fincadas muito mais em Slowdive, Pale Saints deixando um pouco de lado o CW que é tão sensacional quanto esquisito na cena como um todo, ficando meio aquém de todo o cenário, mas que a meu ver é brilhante, dois albuns fundamentais, Ferment e Chrome, mas voltando aos canadenses do Fjord Rowboat e ao debut, que se eu fosse resumir em umunico adjetivo este seria hipnótico, sim e pelas estruturas das canções aberturas climáticas que vão crescendo e crescendo até a catarse das guitarras e vocais angustiados, aqui a referência do pós punk de um The Sound, Joy Division esta presente também, mas a angustia e as estruturas se assemelham muito ao Chrome do Catherine Wheel como citei, pegue Can´t see the sun e coloque lado a lado com The Nude por exemplo é um espetaculo cada uma com suas nuances e timbres, é literalmente uma hipnose musical, e o Fjord Rowboat não é mero rascunho de CW, vai além mesclando toda estas referências e as atualizando fazendo deste Saved....um belissimo album, obscuro e fascinante, recomendadissimo!!!

Flood Waves by Inverness

Ao vivo usualmente as bandas mostram o lado mais pesado de seus sons, e foi justamente o que comprovei anteontem na Livraria da Esquina, lugar bacana para shows aqui em sampa, a rapaziada do Inverness mandou uma apresentação bem mais ruidosa do que o album Forest Fortress que você fuçando acaba achando na net. Os caras tem um quê de Ride no som que me deixa bem satisfeito, e foi mais ou menos nesse esquema que a apresentação fluiu, as musicas do album seguiam uma a uma, as melhores foram Astral Slide otimas guitarras e ao vivo a pegada foi bem mais barulhenta o que tambem aconteceu com Flood Waves, uma das minhas prediletas. Já em estudio rolam influências mais smithianas, até Waterboys dá para sentir no som dos caras, que alias é uma das boas revelações do cenário paulista. Uma apresentação que eu gostaria muito de ver é a que vai rolar em Riberão Preto junto com o Alma Matters mas este, infelizmente não vai dar para eu conferir, e olha, tenho certeza que vai ser bem bacana, vida longa ao Inverness.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Autolux

Olhando para foto acima dá para sacar que trata-se de 3 pessoas um tanto quanto insanas, o que de fato é bem similar ao som da banda, no caso o Autolux, bandaça noise da melhor qualidade diretamente de L.A., e esta semana basicamente o debut dos caras o sensacional Future Perfect foi meu parceiro pelo alucinante trânsito de sampa, seja de manhã, a tarde, ou de madrugada os petardos do nivel de Subzero Fun, Turnstile Blues e principalmente Blanket, esta é algo de massacrante....que guitarra é aquela...fenomenal...e depois do album ainda de quebra rola uma versão bacanérrima de Helter Skelter, ai embaixo o link para versão para quem ainda não ouviu, tem que ouvir...muito boa...e por enquanto ficamos no aguardo do novo album, que ta demorando pacas por sinal....
http://www.mediafire.com/?yjz0mizj0u3

segunda-feira, 30 de março de 2009

Midway Still


Esse mundo da música é muito bacana mesmo, vejam só as coisas como são, tempos atrás lá no Amor Louco o Tadeu postou a coletanea Another Kind of Noise, complição das antigas que foi lançada em vinil creio que só aqui no Brasil, onde dentre outras coisas tinha Spitfire, Silverfish, God Machine e Midway Still, dai os comentários que se seguiram era o fato de o Dial Square, debut dos caras, era absurdamente dificil de achar e tal e eu coloquei lá que tinha e dai o Tadeu pediu para passar para galera, e eu logicamente acabei esquecendo mas por preguiça do que qualquer coisa, mas dai vem a coincidência das coincidências, vai vendo, sexta feira passada lá pelas 22:00 hrs...estou eu no Soul Seek dando aquela fuçada básica procurando o 2º album do Solar Powered People, que por sinal ainda não achei, e dentre as atualizações de busca me depoaro com um tal de "maoc" fui ver os arquivos do cara e logo de cara me liguei que o cara era brasileiro e sua coleção tinha grandes bandas "desconhecidas" meio que parecido com os meus arquivos...dai achei muito muito suspeito e imagine, acho que é ou o Tadeu ou o Miguel, e mandei a mensagem "bela coleção hein, parabens!!!" - dai o sujeito muito educado respondeu; "obrigado, aparece no nosso blog" - eu quase rindo perguntei "qual o endereço" e o cara me solta.....http://amorloucobr.blogspot.com/....eu comecei a gargalhar em casa....e soltei "quem é você Miguel ou Tadeu" o cara falou "Miguel, e você" dai soltei "renato malizia" e logicamente veio a sequencia "porra renato"....e ficamos trocando ideia e tal, e o Miguel me lembrou que a galera estava querendo o Midway Still, e chegamos ao post de agora...como negar um pedido do mestre Miguel?"???!?!?!?!?!impossivel.....
Pois é, depois da historinha, um pouco de informação minha pessoal com a banda, meu primeiro contato com o Midway Still, deve ter sido em 1992 data do lançamento do EP Wish, onde eles detonavam tanto a faixa titulo, um petardo a´la Husker Du como uma releitura bacana de You Made me Realise do MBV, pronto cover de MBV em pleno auge do Shoegazer, os caras me ganharam, se bem que nunca foram uma banda de cabeceira para mim mas eu sempre gostei desse trio londrino, o fato é que em meados de 1993/1994 os caras viraram febre nas casas alternativas de sampa graças ao hit Better than Before, um que de Teenage, Dinosaur Jr e Husker Du, com um apelo pop fortissimo, os caras emplacaram clip na MTV, a musica rolava em todas as ditas radios alternativas de sampa e é isso ai, Better than Before é o carro chefe de Dial Square o primerão dos caras bem, mas bem voltado para a linha Lemonheads e Dinosaur e afins, um belo algum que merecia até mais destaque do que teve, depois desse album os caras lançaram alguns singles e um segundo album Life´s too Long que teve uma fraca repercussão comparada com o primeiro, mas que é outro belo album com a mesma pegada.
E para presentear meus amigos e companheiros do Blog Brother, segue abaixo links para os dois albuns do Midway e 2 singles dos caras o primeiro I won´t try e Better that Before e a versão de You made me Realise....recomendo treinar o air guitar e mandar ver nos acordes grudentos dessa bela guitar band!!!

domingo, 29 de março de 2009

Stellarium´s Tsunami

Depois de uma longa conversa agora pela manhã com o AZ, guitarra, vocal e multimidia do barulhento Stellarium, banda altamente recomendada de Singapura, dentre outras coisas, nossa conversa passou de referências a letras a tiração de sarro mutua entre nós, até a algumas novidades me enviadas, fechando em otimas gravações do projeto solo do cara Disco Ditto, dentre outras coisas, o que impressiona mesmo é a verve wall of sound dos caras...saquem só a versão arrasta quarteirão para o clássico do Skywave - Tsunami, e se não comprovar que os caras são barulhentos e fodas, vai no you tube e assiste Allison do Slowdive ou algumas outras que tem por la...para quem gosta de noise é prato cheio!!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Wry´s Year

Sorocaba so much to answer for....é anos se passaram e os caras estam ai, bagagem enorme nas costas e um album novissimo bom pra cacete, é isso ai, chegou na minha mão ou melhor no meu note, She Science, totalmente dream pop...o que mais me agrada de cara é a ambientação, melodioso até a medula, Mario Bross e gang demonstram uma sinergia absurda é só escutar a abertura, Nothing´s Changed é a pureza do dream pop aquele toque luxuoso de um Ultra Vivid Scene daqueles clássicos absurdos...alias depois de ouvir o album umas 4 vezes no repeat é a impressão que me deu....o Wry fechou com o dream pop fortemente e é examente dai que surge o belissimo She Science, recomendado para a nova safra de indies bem como as revivalista dos quais eu me enquadro!!!

A Beautiful Noise by The Voices


Galeses, shoegazers, o The Voices é a tipica banda perdida dentre inumeras preciosidades do mundo das muralhas de guitarras que voltaram a tona nos ultimos anos, e esses caras praticam como disse meu camarada Tadeu do grande Amor Louco uma "espetacular sinfonia noise" o que eu basicamente assino e endosso, o encontro do wall of sound de classicos como Telescopes e Jesus unido aos sintetizadores de não menos clássicos como Suicide e Curve, resulta diretamente no som do Voices que a meu ver é siames ao tão igual fantastico Screen Vinyl Image (Tadeu / Miguel escutem isso hein!!!), sem maiores firulas o homonimo e o The Sound of Young America são obras sensacionais do novo e maravilhoso mundo dos aficcionados por distorção.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Reading Festival

Reading, Inglaterra, na realidade mais conhecida pelo notorio festival anual onde memoráveis apresentações já ocorreram, do que pelos seus exponentes em si, trouxe ao mundo duas mágicas bandas, responsáveis diretas pela alcunha da Scene That Celebrates Itself, esta por sua vez, responsável por este blog. Lembro-me exatamente de uma edição do extinto semanário inglês Melody Maker, onde trazia na capa 3 bandas; Chapterhouse, Ocean Color Scene e Moose, dentro, uma extensa matéria dissecando o recém criado rotulo da Cena que Celebrava a ela Mesma, mais ainda, na parte do semanario onde os criticos elegiam o Single of The Week, estava cravado o EP Sunburst do Chapterhouse, com a clássica Something More, a tensa Satin Safe e a rendenção de Rain de Lennon e McCartney, e a estréia do conterraneo Slowdive com o single homonimo Slowdive, com a sensacional slowdive e a responsável pela sonoridade de 90% do que popularmente chamou-se de shoegazer Avalyn, copiada e inspiração maciça para todos os fãns do shoegazer sound.

Depois desta edição da Melody Maker, era fins de 1990, tudo virou um turbilhão de wall of sounds, o auge e o declinio da Scene that Celebrates Itself foi tão intenso quanto seu inicio, tão rapidamente Chapterhouse, Slowdive tornaram-se darlings da midia e de publico, tudo era listras, franjas e pedais, delays, muralhas de guitarras, sentimentos, um periodo turbulento e efemero que somente quem presenciou, e por bem ou mal, me incluo absurdamente dentro disso sabe do que estou me referindo, independentemente do que representou ou o tanto quanto foi influente, visto que em contrapartida ao lançamento do Whirpool e do Just for a Day, era o auge de Kurt Cobain e o Nirvana tomou de assalto o mundo, o fato é que naqueles anos, 1990-1991-1992, tudo basicamente aconteceu num ciclo absurdamente rapido, vejam que as obras das bandas datam exatamente destes anos, Loveless, Nevermind, Whirpool, Just for a Day, Nowhere, só para ficar nos mais extremados em termos de influência, o fato é que o estrago foi muito muito fundo.

E o Reading Festival destes loucos anos, teve justamente em seus dois expoentes os seus anos de glória - The Scene That Celebrates Itselfs....

segunda-feira, 9 de março de 2009

Maria Angelica Doesn´t Live Here Anymore

Passei anos querendo escrever algo sobre uma das bandas mais importantes para mim, não, não estou exagerando, em termos de postura comportamental, em termos de conhecimento, atitude mesmo, confesso que fui totalmente influenciado pelo Naporano, se sou do jeito que sou, muito se deve a figura controversa desse cara, critico ferrenho e apaixonado por música, mas música mesmo, vou dizer que eu lia as resenhas e corria atrás para ouvir o que o cara recomendava, coisa de fã mesmo, não a toa que inicie os estudos em jornalismo meio que motivado por estas coisas todas, mas isso eu cheguei a conclusão mais de 10 anos depois, mas me enchi do curso, me enchi de todo o meio metido a besta, da auto exposição banal destes pseudo analistas da música contemporanea e cai fora dessa merda toda, mas desde o ano passado, voltei a escrever para mim, pois é, sei lá por que cargas d´agua esse tesão voltou, meio que esse revival de shoegazer com várias bandas e tal, aquele resgate das class of 86 também esta bem latente, talvez isso me deu uma revigorada, mas voltando ao assunto, o Naporano criou além de tudo isso que coloquei, o cara foi o responsavel por esta magnifica banda, injustiçadissima diga-se de passagem, chamada Maria Angelica Doesn´t live Here Anymore, um combo ao melhor estilo Do it Yourself com uma duração curtissima, que lançou na minha concepção uma obra prima chamada Outsider, um album tão simples, mas tão simples, que se torna a cada audição rico e grandioso, o motivo, purity!!!!é isso gravado basicamente ao vivo, este album dividiu em determinado momento em meu velho aparelho de som junto com o 1º HOL e o Ins´t Anything, exagero?!?!?!?!exagero o caralho, quem não conhece, Purple Thing, Shyness, Hotel Hearts não sabe o que representa este album a frente do seu tempo, sim, no Brasil, tinhamos boa bandas da grandeza de Fellini dentre outros, mas o Maria Angelica era a parte de tudo, eles soavam como as bandas da class of 86, um mix de Razorcuts e Wedding Present talvez, eu até digo que existem dois hinos da epoca, Big Pink Cake e Shyness, mas o fato é que o Maria Angelica mesmo sendo rotulado de anorak, regressivo e derivados, o som em si é unico, punk, bubblegum, indie, pouco importa o Outsider é unico e eterno.....pera ai, pera ai, pera ai...não acaba aqui a obra dos caras, ainda rolaram dois fenomenais registros sequencias, o EP Full Moon Depression e Stroboscopic Cherries, ambos mais luxuosos em termos de produção e mais asperos e acidos no que diz respeito a verve de Naporano, me excita ouvir Full Moon Depression ...Oh baby it´s allriiiight!!! brada Naporano lá pelas tantas da canção, totalmente influenciada por Tom Verlaine e seu Television, as guitarras gritam, choram, esperneiam literalmente na canção que é um epico delirante (...i love you in a dreamtime baby, you betrayed me in summertime, i don´t speak any word, because it seems so all right....) eu berro isso toda vez que escuto....tento chegar no timbre de Naporano....e as canções vão passando como num desfile sem fim....Veridiana, An affair to forget, a flush to the flash.....enfim tudo é marcante, as capas os encartes, cuidadosamente produzidos totalmente acima do que vinha sendo feito.....hoje o Naporano esta vivendo em Curitiba e talvez quem sabe, pela graça divina a discografia do Maria Angelica possa finalmente chegar a era digital, o que seria realmente um acontecimento, talvez um Box com livro e tudo mais, só digo que li em algum lugar que até possibilidade de shows acusticos poderão acontecer, mas realmente eu não acredito simplesmente, porque para mim a obra do Maria Angelica Doesn´t Live Here Anymore já esta marcada para sempre o que estes caras produziram em termos musicais, conceituais e todo o bla bla bla que alguém possa vir a escrever é muito pouco, perto do sentimento de ouvir o final apoteótico de full moon depression:
...I lived a full moon depression
so carefully i´m learning to be a rock
despite everything
my veins are searching for a voice...

- Full Moon Depression EP - http://www.mediafire.com/?yq4qtuizjyy

sexta-feira, 6 de março de 2009

The Sounds of Medicine

Duas semanas, talvez seja mais ou menos este o tempo que insistentemente pego e coloco os dois primeiros albuns do Medicine seja no carro, seja em casa, tá foda, o Medicine sempre fez este estrago comigo, no bom sentido claro, desde quando conheci as obras primas Shot forth Self Living e A Buried Life, o noise shoegazer destes americas de Los Angeles me tomaram de assalto, a banda é focada nas guitarras do genial Brad Laner, dono da banda, um cara tipo Kevin Shields, com as devidas proporções é claro, mas que evidentemente foi meio que na epoca uma "resposta" aos shoegazers ingleses, só que os albuns foram lançados pela Creation, nada bobo o Sr. Alan McGee, afinal de contas a data de lançamento do primeiro do Medicine é 1992, auge de toda a cena, mas o Medicine na epoca não estourou como merecia, principalmente porque o Shot Forth Self Living é um album arrasador do inicio ao fim, imagine a abertura com One More, uma catarse de 9:00 minutos de puro noise, camadas estridentes de guitarras sobrepondo o vocal da Beth Thompson que diga-se de passagem é magistral também, dai o album vai seguindo Aruca que é tipo Soon do MBV, seguindo com Detective, grandes guitarradas nesta ai, e o nivel vai até o fim com Christmas Song outro petardo de Brad Laner, um album totalmente obrigatorio para qualquer admirador de música contemporanea.


Daí no ano seguinte os caras soltam o The Buried Life, na mesma linha, um pouco mais experimental é claro, lances eletronicos envoltos nas camadas inconfudiveis de Brad e o vocal agridoce da Beth, tão obrigatorio quanto.

Depois destes dois anos ainda lançaram um mini album The Sounds of Medicine com o clássico Time Baby III, que compos a trilha sonora do Corvo, depois disso a banda meio que sumiu, e voltou com Brad e outra formação lançando o album The Mechanical Forces of Love sem a pegada e a verve de outrora....