
Thrushes - Sun Come Undone - http://www.mediafire.com/?4t1wniwuy4m


Medicine - Shot Forth Self Living
A resposta Americana ao Loveless, alias ao shoegazer britanico classic era, assim foi definido o Medicine, que concebeu ao mundo este clássico absoluto, um álbum que traz toda a temática Loveless, mas com um quê de americanização no som, cortesia do dono da banda Brad Laner, o vai e vem das guitarras sobrespostas é a temática do álbum que certamente figura nos melhores álbuns dos anos 90, infelizmente a banda não obteve o devido mérito em sua época.
Lovesliescrushing – Bloweyelashwish Scott Cortez é um gênio, isto já bastaria para incluir o debut do Lovesliescrushing nesta lista, uma verdadeira parede de ruídos e candura, a desconstrução da canção é a fonte de inspiração de Cortez, um álbum mágico e misterioso com um ar meio dark só que com um colorido de explosões de águas marinhas, tudo meio psicótico, até a minha resenha para falar a verdade, e olha que não tomei nada, absolutamente nada, é que a simples audição das obras de Cortez trazem sensações desencontradas, depois de Peter Kember e Kevin Shields certamente Cortez pode e deve ser considerado um mestre na arte das muralhas do wall of sound, vale ressaltar que além do Lovesliescrushing toda a obra do Astrobrite com Cortez a frente, são de longe as mais acidas da era pós Loveless, fundamental e somente para iniciados.

Olhando para foto acima dá para sacar que trata-se de 3 pessoas um tanto quanto insanas, o que de fato é bem similar ao som da banda, no caso o Autolux, bandaça noise da melhor qualidade diretamente de L.A., e esta semana basicamente o debut dos caras o sensacional Future Perfect foi meu parceiro pelo alucinante trânsito de sampa, seja de manhã, a tarde, ou de madrugada os petardos do nivel de Subzero Fun, Turnstile Blues e principalmente Blanket, esta é algo de massacrante....que guitarra é aquela...fenomenal...e depois do album ainda de quebra rola uma versão bacanérrima de Helter Skelter, ai embaixo o link para versão para quem ainda não ouviu, tem que ouvir...muito boa...e por enquanto ficamos no aguardo do novo album, que ta demorando pacas por sinal....
Depois de uma longa conversa agora pela manhã com o AZ, guitarra, vocal e multimidia do barulhento Stellarium, banda altamente recomendada de Singapura, dentre outras coisas, nossa conversa passou de referências a letras a tiração de sarro mutua entre nós, até a algumas novidades me enviadas, fechando em otimas gravações do projeto solo do cara Disco Ditto, dentre outras coisas, o que impressiona mesmo é a verve wall of sound dos caras...saquem só a versão arrasta quarteirão para o clássico do Skywave - Tsunami, e se não comprovar que os caras são barulhentos e fodas, vai no you tube e assiste Allison do Slowdive ou algumas outras que tem por la...para quem gosta de noise é prato cheio!!!!
Sorocaba so much to answer for....é anos se passaram e os caras estam ai, bagagem enorme nas costas e um album novissimo bom pra cacete, é isso ai, chegou na minha mão ou melhor no meu note, She Science, totalmente dream pop...o que mais me agrada de cara é a ambientação, melodioso até a medula, Mario Bross e gang demonstram uma sinergia absurda é só escutar a abertura, Nothing´s Changed é a pureza do dream pop aquele toque luxuoso de um Ultra Vivid Scene daqueles clássicos absurdos...alias depois de ouvir o album umas 4 vezes no repeat é a impressão que me deu....o Wry fechou com o dream pop fortemente e é examente dai que surge o belissimo She Science, recomendado para a nova safra de indies bem como as revivalista dos quais eu me enquadro!!!
Reading, Inglaterra, na realidade mais conhecida pelo notorio festival anual onde memoráveis apresentações já ocorreram, do que pelos seus exponentes em si, trouxe ao mundo duas mágicas bandas, responsáveis diretas pela alcunha da Scene That Celebrates Itself, esta por sua vez, responsável por este blog. Lembro-me exatamente de uma edição do extinto semanário inglês Melody Maker, onde trazia na capa 3 bandas; Chapterhouse, Ocean Color Scene e Moose, dentro, uma extensa matéria dissecando o recém criado rotulo da Cena que Celebrava a ela Mesma, mais ainda, na parte do semanario onde os criticos elegiam o Single of The Week, estava cravado o EP Sunburst do Chapterhouse, com a clássica Something More, a tensa Satin Safe e a rendenção de Rain de Lennon e McCartney, e a estréia do conterraneo Slowdive com o single homonimo Slowdive, com a sensacional slowdive e a responsável pela sonoridade de 90% do que popularmente chamou-se de shoegazer Avalyn, copiada e inspiração maciça para todos os fãns do shoegazer sound.
Passei anos querendo escrever algo sobre uma das bandas mais importantes para mim, não, não estou exagerando, em termos de postura comportamental, em termos de conhecimento, atitude mesmo, confesso que fui totalmente influenciado pelo Naporano, se sou do jeito que sou, muito se deve a figura controversa desse cara, critico ferrenho e apaixonado por música, mas música mesmo, vou dizer que eu lia as resenhas e corria atrás para ouvir o que o cara recomendava, coisa de fã mesmo, não a toa que inicie os estudos em jornalismo meio que motivado por estas coisas todas, mas isso eu cheguei a conclusão mais de 10 anos depois, mas me enchi do curso, me enchi de todo o meio metido a besta, da auto exposição banal destes pseudo analistas da música contemporanea e cai fora dessa merda toda, mas desde o ano passado, voltei a escrever para mim, pois é, sei lá por que cargas d´agua esse tesão voltou, meio que esse revival de shoegazer com várias bandas e tal, aquele resgate das class of 86 também esta bem latente, talvez isso me deu uma revigorada, mas voltando ao assunto, o Naporano criou além de tudo isso que coloquei, o cara foi o responsavel por esta magnifica banda, injustiçadissima diga-se de passagem, chamada Maria Angelica Doesn´t live Here Anymore, um combo ao melhor estilo Do it Yourself com uma duração curtissima, que lançou na minha concepção uma obra prima chamada Outsider, um album tão simples, mas tão simples, que se torna a cada audição rico e grandioso, o motivo, purity!!!!é isso gravado basicamente ao vivo, este album dividiu em determinado momento em meu velho aparelho de som junto com o 1º HOL e o Ins´t Anything, exagero?!?!?!?!exagero o caralho, quem não conhece, Purple Thing, Shyness, Hotel Hearts não sabe o que representa este album a frente do seu tempo, sim, no Brasil, tinhamos boa bandas da grandeza de Fellini dentre outros, mas o Maria Angelica era a parte de tudo, eles soavam como as bandas da class of 86, um mix de Razorcuts e Wedding Present talvez, eu até digo que existem dois hinos da epoca, Big Pink Cake e Shyness, mas o fato é que o Maria Angelica mesmo sendo rotulado de anorak, regressivo e derivados, o som em si é unico, punk, bubblegum, indie, pouco importa o Outsider é unico e eterno.....pera ai, pera ai, pera ai...não acaba aqui a obra dos caras, ainda rolaram dois fenomenais registros sequencias, o EP Full Moon Depression e Stroboscopic Cherries, ambos mais luxuosos em termos de produção e mais asperos e acidos no que diz respeito a verve de Naporano, me excita ouvir Full Moon Depression ...Oh baby it´s allriiiight!!! brada Naporano lá pelas tantas da canção, totalmente influenciada por Tom Verlaine e seu Television, as guitarras gritam, choram, esperneiam literalmente na canção que é um epico delirante (...i love you in a dreamtime baby, you betrayed me in summertime, i don´t speak any word, because it seems so all right....) eu berro isso toda vez que escuto....tento chegar no timbre de Naporano....e as canções vão passando como num desfile sem fim....Veridiana, An affair to forget, a flush to the flash.....enfim tudo é marcante, as capas os encartes, cuidadosamente produzidos totalmente acima do que vinha sendo feito.....hoje o Naporano esta vivendo em Curitiba e talvez quem sabe, pela graça divina a discografia do Maria Angelica possa finalmente chegar a era digital, o que seria realmente um acontecimento, talvez um Box com livro e tudo mais, só digo que li em algum lugar que até possibilidade de shows acusticos poderão acontecer, mas realmente eu não acredito simplesmente, porque para mim a obra do Maria Angelica Doesn´t Live Here Anymore já esta marcada para sempre o que estes caras produziram em termos musicais, conceituais e todo o bla bla bla que alguém possa vir a escrever é muito pouco, perto do sentimento de ouvir o final apoteótico de full moon depression:
