segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Redenção with A Transgressão - An Interview


Darkwave em 2012 soa um tanto quanto fora de moda, mas a primeira canção da A Transgressão deixa clarissima ou como o próprio Raí Men diz, "essa banda só acaba quando eu morrer.". Constrói & Destrói canção emblemática da banda traz seríssimas recordações de um patrimônio da musica nacional chamado Vzyadoq Moe, banda Pos Punk/Industrial e todos os rotulos que você puder imaginar faziam parte do caldeirão do Vzyadoe, e A Transgressão pegou esse legado e construiu e desconstruiu a risca, simplesmente caótico e insano são suas composições, e os shows tem fama de ser uma verdadeira catarse. E não a toa o TBTCI em sua alcunha de Blue Room, no já cult Espaço Cultural Walden, vem jogar na cara do publico A Transgressão e veja bem, não havera como se render a perturbação que sera este concerto.

Também uma entrevista com Rái Men para deixar um pouco mais claro qual é o objetivo da A Transgressão.

 
***** Interview with A Transgressão *****

Q. Como A Transgressão começou, conte-nos a historia
A Transgressão surgiu basicamente de uma idéia de fazer uma banda dark nos dias de hoje. Essa banda só acaba quando eu morrer. A idéia data de meados de 1998 onde eu gravei uma demo-tape com beats de teclado, guitarras com pedaleira digital "daquelas", um mic, uma mesa, tudo enfiado na entrada de mic de um duplo-deck, sobremontando fita-a-fita. Mostrei para alguns amigos que na maioria preferiram não comentar ou acharam uma merda ultra-depressiva. Só o Renato Bizar(Wry) que curtiu e até chegamos a ensaiar com uma baixista, a Geise, mas não passaram de alguns ensaios. De 2002 até 2006 toquei guita na banda The FortuneTellers, e o projeto ficou esquecido por todo esse tempo, até que me mudei pra Campinas no final de 2007 e comecei a fazer várias demos caseiras com beats programados, adquiri novos efeitos e pronto, estava armado o circo dark no centro de Campinas. Em 2008 lancei na web um novo som, pela primeira vez em português "Constrói & Destrói". Quem deu atenção foi o Alexandre Bezzi, que na época trampava no site Fiberonline. Foi o incentivo pra continuar compondo e buscando um formato de banda, que só foi rolar em 2011 com a entrada de um segundo guitarrista (Inacio AMB), baixo(Renan Pereira), sintetizador(Ju-Ju New Wave) e um batera(Giovani). O resultado está aí no EP de demos dessa fase "Um Dia Para o Resto da Sua Vida"[2012] lançado no começo do ano, disponível pra baixar na Tramavirtual. A formação atual conta é: Claudiometric(bateria) e Perigor(baixo), Ju-Ju New Wave(synth) e Rái (guita/voz). Mudar integrantes nunca é um problema. Além de solução, são contribuições de estilos diferentes que acrescentam novas sonoridades à banda. Estamos sempre recomeçando, construindo e destruindo.

Q. Quais as influencias?
Vzyadoq Moe sempre será minha referência maior. Mas entre os integrantes, o que curtimos em comum é The Cramps, Iggy Pop, Mercenárias, Cure, Sisters of Mercy, Ministry, Gang of Four, Patife Band, Nine Inch Nails, garage 60's, glam-rock e pós-punk em geral.

Q. Como vocês definem a sonoridade da banda?
Gosto de pensar que é algo entre o pós-punk e o garagerock.

Q. Como é o processo de composição e gravação?
Geralmente eu programo beats no computador do meu apê, a RAT-Studios. Faço as demos, ou baixista e tecladista comparecem na RAT pra gravarem suas partes nas demos. Assim vamos definindo tudo e vamos direto ao ponto quando for pra gravar. Feito isso, cada integrante ouve as demos à exaustão, então vamos pro estúdio e remodelamos a música do jeito que melhor nos agradar.

Q. Como é a sensação de tocar ao vivo?
Uma sensação rara e sensacional rs...

                                  

Q. Se vocês fossem gravar um cover, qual seria?
"Expansão" do Vzyadoq Moe.

Q. Quais os planos para o futuro?
Gravar um terceiro EP pra começo de 2013, fazer um clipe até dezembro, tocar em outras cidades e capitais, produzir nossos próprios shows/festas em Campinas, tocar com bandas irmãs e conhecer outras, fazer amizade, mostrar que pós-punk não é só um tipo de música sinistra "pra baixo". O tema é sério e não há nada de errado em não soar POP nem de longe. Não estamos preocupados com o que vão pensar sobre o estilo dessa banda. Não estamos preocupados com gravações mirabolantes e mixagens em Nova York. Nosso caminho é torto, e o torto é o nosso certo. É como eu sempre digo: Há transgressão até no inferno. Pensem nisso.

Q. Alguma mensagem para o mundo?
Não sei se o mundo quer ler mensagens minhas, mas sei que posso fazê-los ouvir um dia, e se apenas uma frase um dia fizer sentido, é o bastante pra mim. Essa certeza é a gasolina pra continuar firme no caminho, agradando a nós em primeiro lugar. Temos algo a dizer, e hora ou outra, alguém vai ouvir e entender tudo isso.
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Valeu Rái!!!

https://www.facebook.com/transgressao
http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/atransgressao

Um comentário:

texto mastigado disse...

Viva! Raí sabe muito bem a lição de "Como e pra que" transgredir. Curti a maneira direta e carteziana de construir as canções que voce descreveu! Adiante, rapaz! adiante!