quarta-feira, 29 de junho de 2011

For All the Fucked-Up Children of This World We Give You Starfire Connective Sound - An Interview


Dando sequência a primeira aparição do Starfire Connective Sound aqui no TBTCI, Al Schenkel a mente por detrás da perturbação sonora a qual se propõe o SCS coloca o definitivo 1º EP do Starfire com direções bem explicitas, caos sendo o mais caótico possível, reverberações, delírios distribuídos dentre as 7 canções, I Sweep The Streets Without Finding, They Call Her One Eye, This Modern Cave (assombrossa), Electric Whore, Love Is a Lonely Ghost Floating, Wall Whitman´s Brain, Starfire Connective Sound que simplesmente impressiona os mais desavisados, saca assim, os grandes genios perturbados do naipe de Nick Cave, Tom Waits, Blixa Bargeld, os Irmãos Reid, Kevin Shields, Lou Reed e acresça Al Schenkel no meio, acha pouco, foda-se, o negocio aqui é serissimo.

Para deixar claro que o SCS tem planos que se tornar a maior revelação do ano, pegue em primeira mão a entrevista concedida por ele ao TBTCI, sem muito bla bla bla, Al Schenkel e seu Starfire Connective Sound.

***** Interview with Al Schenkel - Starfire Connective Sound *****

Q. Quando o Starfire Connective Sound começou?
O projeto começou a ganhar vida em maio deste ano, mas a ideia de voltar a tocar e compor já rondava meus pensamentos há uns bons 3 anos, data mais ou menos em que tive minhas últimas experiências com bandas de garagem. O Nome, Starfire Connective Sound foi a sugestão de um amigo de Novo Hamburgo chamado Johnny, e é uma ligação meio louca entre uma caixa elétrica que ele projeta na Springer chamada Starfire e um episódio de Dungeons and Dragons (Caverna do dragão), envolvendo um avião da segunda guerra mundial.

Q. Quais as influencias do SCS?
Além das vertentes noise-pop, shoegaze, experimentais, no-wave, post-punk, space-rock, electro-rock, industriais de bandas como The Birthday Party, The Velvet Underground, My Bloody Valentine, Spaceman 3, Six Finger Satellite, JAMC, Slowdive, The Sound, Joy Division, Bardo Pond, Medicine, Love And Rockets, Sonic Youth e Suicide as influências literárias também são bem gritantes, passando por nomes como Walt Whitman, Antonin Artaud, Gregory Corso, Carl Solomon, Allen Ginsberg, Jack Kerouak, William Burroughs, Rimbaud, Garcia Lorca e Bukowski e é claro, de cinema alternativo e experimental também.

Q. Quais os 5 essenciais albuns de todos os tempos?

Eu enquadraria uns 30 ou mais álbuns tranquilamente nesta lista...rsrsrs...Mas vamos lá. Vou Citar 5 discos que mudaram minha concepção dentro da música: The Velvet underground And Nico (1967), The Velvet Underground; Prayers On Fire (1981), The Birthday Party; Siter (1987), Sonic Youth; Crocodiles (1980), Echo And The Bunnymen; Isn't Anything (1988), My Bloody Valentine;

Q. Como voce define o som do SCS?
Uma fusão de soundscapes, colagens e ambientações que oscila entre alucinações, perturbações, sonhos, violência, amor, raiva e caos mental, reverberados em muita distorção e repetições psíquicas. Uma bad trip com raros ou quase nenhum momento de lucidez.

Q. Como é o produção de criação das musicas, quais as influencias?
Devido a falta de gente que divida as mesmas influências e paixões por este tipo de sonoridade aqui em Criciúma, SC me vi na obrigação de criar tudo sozinho. As canções geralmente são criadas a a partir de algum loop de bateria criados com a ajuda de softwares de produção e criação de áudio, tendo as guitarras e sintetizadores sendo jogados aos poucos em cima, junto a camadas e mais camadas de distorções e efeitos de pedal, até chegar ao ponto que pretendo deixá-las.

Q. Como foi o processo de gravação do EP?

O processo de gravação seguiu os mesmos passos da criação dos sons, totalmente caseiro e baseado nos mesmos softwares que uso para criação. Conforme sentia que as canções estavam prontas eu ia arquivando-as para uma seleção futura, o que acabou rendendo o primeiro EP.


Q. Quais os planos para o futuro?ALbum cheio?Shows?...

A ideia principal é arrancar este projeto de dentro da minha casa e executá-lo ao lado de outros músicos, tornando-o ainda mais barulhento e visceral. Já estou trabalhando em outras canções, duas delas podem ser conferidas no soundcloud do SCS. Uma das que ficaram de fora da seleção do EP ganharão vocais e mais guitarras e provavelmente integrarão o novo EP, assim como também ocorrerá em outras faixas, que terão vocais de amigos de outras bandas que toparam parceria adicionados. Por enquanto em relação a shows fica meio complicado, mas apartir do momento em que o projeto tome estatus de banda completa, certamente este será o principal objetivo do Starfire Connective Sound.


Q. Alguma coisa a mais a acrescentar?
Aproveitando para agradecer ao The Blog That Celebrates Itself pela iniciativa, queria pedir encarecidamente para os amantes do rock independente e underound brasileiro que vehnam a frequentar shows das bandas nacionais deste ramo, comprem os CDS, vistam a camiseta e de um modo geral apoiem e deem seu parecer sobre esta cena maravilhosa e super barulhenta que está se erguendo no Brasil, pois eu tenho certeza que este país jamais produziu tanto e em tamanha qualidade com se tem visto nos dias de hoje, mas para isto continuar se alastrando é necessário o ativismo e a colaboração de cada um.
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Valeu Al


2 comentários:

Miguel disse...

Gostei da entrevista! Que viagem o Al faz, heim?! Grande som!!!

Anônimo disse...

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