domingo, 16 de maio de 2010

Lo-Fi Heart by Lê Almeida - An Interview


Lo-fi hero brazuca, assim pode ser definido o Sr. Lê Almeida, carioca, dono de uma invejavel idéia DIY lá nos idos de 2003/2004 a gravadora Transfusão Noise Records tornava-se o embrião dos projetos desse desbravador do lo-fi, com um curriculo bacanerrimo e começando a galgar passos nos lados gringos, Lê Almeida, gentilmente concedeu a história dele própria e de mais uma penca de idéias/projetos, etc etc etc.

Ah sim, agradecimentos ao Edu da Pug Records e Last Splash por facilitar os contatos....divirtam-se com Mr. Lê Almeida:


***** Interview with Lê Almeida *****

Q. Como tudo começou?Conte a historia musical de Lê Almeida....
A. Vou dar uma resumida. Começei tocando bateria com uns 15 anos, passei por diversas bandas aqui da area e entre 2003 e 2004 passei a tocar guitarra e montei a Tape Rec pra fazermos um som ultra noise e cheio de melodias ao mesmo tempo, pouco tempo depois também formei a Coloração Desbotada que era meu projeto de gravações onde eu passei a mexer com os tipos de gravações tanto em K7 quanto no pc. Além dessas bandas eu cheguei a montar outras tocando guitarra mais que nunca ia adiante. Nesta mesma fase de 2003 pra 2004 eu decidi criar a Transfusão Noise Records pra ser uma logomarca que podesse representar todas as nossas bandas e as dos amigos que faziam um bom som. Minha iniciativa vinha também do fato de ser muito dificil de descolar shows por aqui então a ideia inicial seria gravarmos discos e mais discos (todos EPs) para que não perdessemos o bonde, parece que deu certo.

De 2005 em diante a gente foi lançando os discos da Transfusão e fazendo esporadicos shows. Alguns amigos se inspiraram para fazerem seus disquinhos e a coisa foi crescendo. Eu 2006 eu decidi gravar um EP sozinho com o meu nome com 4 canções mas a ideia foi fluindo e prolongando que acabei gravando um EP inteiro que foi o "Loufailândia" (entre isso ainda fiz um compacto em cd chamado "Fique bem com dropes de halls") e fiquei muito satisfeito com tudo, dai dei sequência e em 2008 fiz um outro compacto em cd chamado "Querida Deal", paralelamente a isso foi dando continuidade aos outros meus projetos e bandas.

Em 2009 lancei o meu 2° EP, o REVI com uma sonoridade bem diferente do 1°, mais roqueira e com pequenos toques de folk roque. O disco ganhou uma versão em vinil 7'' pela Vinyl Land e tem me dado uma ótima visibilidade, entrou até em listinhas de melhores do ano.

Q. Como forão os processos de gravações...de onde vem suas ideias?
A. São bem simples, até 2008 em gravava usando só aqueles microfones toscos de pc, pra mim não era e nem foi nenhum problema, a diferença era que eu fazia essas gravações e levava pra frente como uma coisa seria. o som das gravações aqui de casa só foi mudar quando eu ganhei 2 mesas de som dos meus irmãos do Fujimo. O REVI foi gravado no meu quarto inteiramente e no meu novo EP "Mono Maçã" eu tenho gravado as baterias no quintal e tá ficando lindo

Minha referência veio total de fazer o que for preciso com o que você tiver em mãos e pronto. Quando conheci o Guided By Voices eu encontrei um certo caminho a seguir.


Q. Você começou num duplodeck, aderiu ao computador e depois vieram coisas híbridas, com gravações digitais misturadas a takes analógicos de um four track da Tascam. Como você tem gravado suas últimas músicas. Já fez algo utilizando apenas o Tascam?
A. Como eu falei ai em cima, tenho gravado as baterias do meu novo EP no quintal e tenho usado o tascam pra grava-las. Ha alguns meses atras eu fiquei com o computador ruim e fiz umas sessões usando só o Tascam mais foram meio toscas demais pois eu ainda não conhecia muito bem essa parte de gravar só utilizando a fita, agora aprendi eu acho.

Q. Quais tuas influências?Cite alguns albuns de cabeceira?
A. Sou muito fã do roque feito nos anos 90 ou com a cara dos 90 como Guided By Voices, Dinosaur Jr, Pavement, Built To Spill, Apples in Stereo e também curto umas coisas velhas e lindas como Mutantes, The Who, Velvet Underground e outras. O Alien Lanes do GBV com certeza é um dos meu discos principais de cabeceira, o EP Spook do Flake e o Warm Girl Belong do Eric's Trip também são discos essenciais para minha sobrevivência. Também sou bem fã do Kiss e o Hottan Than Hell é um disco lindo!

Q. E os shows?Qual a sensação de tocar ao vivo?
A. Eu era mei desiludido até uns 3 anos atras mas consegui encontrar uma sensação muito bonita com os shows e as pessoas que passo a conhecer atras dele. Ultimamente tenho tocado em um nivel bem legal, a partir de agosto do ano passado as coisas começaram a fluir. Tenho conhecido muita gente e o nosso som tá cada vez mais potente ao vivo!


Q. Que bandas voce tem escutado atualmente?Quais indica para a galera
A. Tenho escutado meus velhos discos em mp3, inclusive montei um blog pra disponibilizar os discso que eu curto muito (www.bikeneverdie.blogspot.com). minhas dicas são Cat-A-Tac, o novo do Daniel Johnston e do Built to Spill, algumas coisas nacionais como The John Candy, Cretina, Silvo e Firefriend e o Moviola, que é um banda dos anos 90 muito legal que eu só fui conhecer no ano passado

Q. Como foi produzir o ep do Top Surprise?
A. Foi lindo, eu já conhecia o André atraves de conversas sobre discos e bandas na internet e passei a conhecer o pessoal lá de Juiz de Fora por causa do clipe de Nunca Nunca que a gente filmou lá e o pessoal produziu. Quando fomos fazer o disco da Top Surprise só programamos os dias pra fazer tudo e o restante a gente só deixava rolar. é bem legal conhcer e lidar com pessoas que estão em uma mesma dimensão de guitarras que você, foi um final de semana bem divertido a base de guitarras e alcool!

Q. Como estão os novos projetos?Coloração e carreira solo?Fiquei sabendo que o novo ep Mono Maça vai ser distribuido pelo WEEPOP?Conte sobre isso..
A. Pois é, o meu novo EP vai sair via WEEPOP com uma tiragem de cd 3'' lá em Londres. O lançamento tá marcado pra agosto. Além disso pretendo lançar um novo EP da Coloração mas agora como uma banda, também pretendo lançar algo da Babe Florida e da Tape Rec. Estou produzindo no momento o 1° EP do Carpete Florido que deve sair na mesma época que o Mono Maçã fora isso meus planos consistem todos em continuar tocando e fazendo shows por ai e se possivel de maneira independente e livre!


Q. Alguma informação adicional ....
A. tem uma agendazinha

- 28 de maio no Festival Maionese (AL)
- 4 de junho na Livraria da Esquina (SP)
- 5 de Junho no Cabaré Veneno em Caxias (RJ)
- 19 de junho em Cruzeiro no Mandala Café (SP) - com Wallace Costa

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Valeu Lê

http://www.myspace.com/lealmeida

2 comentários:

al schenkel disse...

Dá-lhe Lê!!!
O cara merece reconhecimento, grande figura e herói mesmo...
confesso que conheci seu trampo a pouquíssimo tempo, foi através do Revi que abri os olhos e ouvidos pra esta preciosidade que torna o underground nacional a maravilha que é. Só falta rolar uns shows dele aqui pelo sul pra conferir de perto.
Abraço e valeu Renato, ótima entrevista!!!

Bleffe disse...

Participe da campanha "Música em troca de Fraldas", que visa ajudar às crianças desabrigadas pelas chuvas no RJ:

Música em troca de Fraldas



Dia 23/05 tem Show do #Riounido, que visa ajudar às crianças desabrigadas pelas chuvas no RJ:

#RioUnido