sexta-feira, 6 de março de 2009

The Sounds of Medicine

Duas semanas, talvez seja mais ou menos este o tempo que insistentemente pego e coloco os dois primeiros albuns do Medicine seja no carro, seja em casa, tá foda, o Medicine sempre fez este estrago comigo, no bom sentido claro, desde quando conheci as obras primas Shot forth Self Living e A Buried Life, o noise shoegazer destes americas de Los Angeles me tomaram de assalto, a banda é focada nas guitarras do genial Brad Laner, dono da banda, um cara tipo Kevin Shields, com as devidas proporções é claro, mas que evidentemente foi meio que na epoca uma "resposta" aos shoegazers ingleses, só que os albuns foram lançados pela Creation, nada bobo o Sr. Alan McGee, afinal de contas a data de lançamento do primeiro do Medicine é 1992, auge de toda a cena, mas o Medicine na epoca não estourou como merecia, principalmente porque o Shot Forth Self Living é um album arrasador do inicio ao fim, imagine a abertura com One More, uma catarse de 9:00 minutos de puro noise, camadas estridentes de guitarras sobrepondo o vocal da Beth Thompson que diga-se de passagem é magistral também, dai o album vai seguindo Aruca que é tipo Soon do MBV, seguindo com Detective, grandes guitarradas nesta ai, e o nivel vai até o fim com Christmas Song outro petardo de Brad Laner, um album totalmente obrigatorio para qualquer admirador de música contemporanea.


Daí no ano seguinte os caras soltam o The Buried Life, na mesma linha, um pouco mais experimental é claro, lances eletronicos envoltos nas camadas inconfudiveis de Brad e o vocal agridoce da Beth, tão obrigatorio quanto.

Depois destes dois anos ainda lançaram um mini album The Sounds of Medicine com o clássico Time Baby III, que compos a trilha sonora do Corvo, depois disso a banda meio que sumiu, e voltou com Brad e outra formação lançando o album The Mechanical Forces of Love sem a pegada e a verve de outrora....




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